quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

O meu mundo dos sonhos

© annejulie

O mundo dos sonhos é intocável e por vezes impossível.

Mas não será o “sonho” que leva os humanos a evoluírem?

O que é o sonho?

Haverá um mundo dos sonhos?

Seremos nós a construí-lo?

Sou composta por duas dimensões: uma é a realidade do nosso mundo e a outra é construída por mim... o meu mundo dos sonhos, onde é impossível entrar alguém além de mim. A verdade é que passo mais tempo lá do que no mundo real, ah como gosto de sonhar...

Ribeiras, um grande relvado onde seres flutuantes pairam, o céu tem uma tonalidade suave e o som... só dos pássaros, da brisa e da água a correr, mas por vezes houvesse melodias angélicas que tornam este local ainda mais agradável.
Este mundo está repleto da minha essência, os meus sonhos dão forma, cor, intensidade, luz a tudo o que lá existe.

Os meus sonhos... são impossíveis. A sua existência no mundo real é escassa e ténue por minha culpa, por não lutar por eles ou por sonhar alto demais, e como o velho ditado diz “quanto mais alto voas maior é a queda”, e sem dúvida aplicasse a mim.


O meu grande sonho é criar uma associação de protecção de animais, mas não é uma associação qualquer. Queria construir uma casa numa grande quinta para os animais se sentirem livres e acomodados. Teria carrinhas com o emblema da associação, e as pessoas podiam confiar em nós quando fossem de férias para cuidarmos dos seus animais e não só... sempre que vissem um animal abandonado nos contactassem logo.

Eu iria cuidar deles, eu e não só, gostaria de ter no mínimo umas 5 pessoas a trabalharem lá, com um veterinário de serviço. É esse o meu grande e maior sonho.

Não vejo a associação como meio de ganhar dinheiro... aliás quem trabalhasse comigo não podia de modo algum ser ganancioso.

Para muitas pessoas, ocuparmo-nos de animais é a maior tolice do mundo, mas eu não penso assim. Aliás eu vejo esta associação como se tratasse de um orfanato ou um lar de terceira idade, e será que não o é também?

Porquê uma associação de animais? Porque não uma associação para crianças ou idosos? Perguntam vocês, é simples, porque tenho mais apresso pelos animais do que pelas pessoas. É verdade, a raça humana mete-me nojo, não que eu não quisesse cuidar de crianças órfãs, não é bem isso. Mas há muita gente a tratar deles, embora maior parte deles só interessados em dinheiro. Mas eu não consigo ver um animal abandonado ou doente, não consigo, dói bastante cá dentro, já perdi as contas das vezes que chorei ao ver animais assim ou em mau estado.
Os animais merecem ser felizes, tanto como as crianças e os idosos, e de uma coisa eu tenho a certeza, se lhe dermos o que eles precisam eles são felizes e são melhores amigos que qualquer indivíduo da raça humana.

Um sonho de uma criança, bem no final de contas eu ainda sou uma criança... apesar de ter 18 anos. Mas apesar disso eu quero concretizá-lo embora as possibilidades de tal serem muitos escassas.



"Se dissermos que não queremos satisfazer os nossos sonhos então não conheçemos o nosso coração."

Ashura (Tsubasa Reservoir Chronicle)

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Pequeno Desabafo


Feeling of quiescence by
© Kmye chan

Escrever sempre foi o que me deu mais gozo e mais alegria na vida.

As minhas mãos sempre tiveram acesso a mais detalhes dos meus sentimentos do que o meu rosto e sempre escrevi por isso mesmo, para esvaziar a minha alma.

Estou a tentar escrever um texto desde Dezembro e até agora não o consegui acabar, não por não ter tempo, não o fiz porque estou bloqueada. Tornei-me demasiado perfeccionista e não consigo criar um texto sem ter um ataque de nervos; isso entristece-me, não consigo fazer aquilo que mais gosto porque eu não me deixo.

Tentei várias horas seguidas escrever mas nada calha bem, fico irritada comigo mesma, frustada, e não consigo lidar com isto.

Até este pequeno texto me está a custar escrever por estar a pensar em milhares de maneira de fazer mais coerente e estruturado.

Já chega por hoje...

sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

[Murmúrio] Frio



O frio nunca foi o problema, nós é que o somos. O frio é uma coisa natural, sempre o foi. Ele e a chuva pintam a paisagem invernal tal como o calor é veraniço.
Ninguém pode impedir o frio e ninguém pode impedir o calor, o que podemos, e é o que precisamente estamos a fazer, é alterá-lo. Quando se fala na redução da taxa de poluição, na reciclagem, no efeito de estufa ninguém está interessado porque pensam que é só “coisas” de outro planeta.

As pessoas queixam-se das temperaturas baixas e pudera que não o façam, andam vestidos como se fosse início de Outono. É muito bom culpar os outros (neste caso o frio) quando nós é que provocamos os problemas.
Por mais frio que esteja a nossa aparência é o mais importante e enrolar em casacos, luvas e cachecol disfiguram-nos todos”, a isto eu chamo vaidade.

Fui a um centro comercial recentemente e não vi nada que fosse apropriado para a estação em que estamos e o que me veio logo à cabeça foi: “Mas esta gente sabe o que é o Inverno?”
Na escola dá-me sempre uns enormes calafrios quando vejo os jovens com blusas de linho!! E a que me impressiona mais é uma rapariga da minha turma que traz todos os dias uma blusa finíssima com um decote daqueles em que se consegue ver tudo e com um casaco igualmente fino e decotado e com isto tudo ainda se consegue ver uns belos 10 cm da sua barriga e costas! Sei que existem pessoas que não são sensíveis ao frio mas neste caso é só mesmo para se exibir com as suas curvas chegando mesmo a dizer depois que tem frio, eu nem sei se existe palavra para tanta idiotice.

Eu já fui preguiçosa para vestir e levar agasalho para a escola mas não por vaidade, apenas aborrecia-me andar o dia todo com o casaco na mão. Mas nessa altura tinha frio todo o dia, sentia-me desconfortável e estava frequentemente doente, só este ano é que deixei-me dessas mariquices e visto-me adequadamente, sou uma desfigurada isso é certo mas sinto-me quentinha, confortável e feliz!
Antes não gostava do Inverno porque eu não consegui encaixar-me nele mas agora que o fiz não quero outra coisa, viva ao frio! Viva à chuva! Viva ao Inverno!

© My little Moon

segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

O balanço (Existe amor aqui parte II)

Música: http://www.youtube.com/watch?v=kZlcE-SAL6I


"Image used with permission and copyright Meredith Dillman"
Site: http://meredithdillman.com/
D.A: http://kyrn.deviantart.com/


Existe amor aqui neste coração já habituado à escuridão, muito amor...

Mas... eu não passo de uma fantasma.... de uma existência fugaz... ... que vagueia por este mundo, sem saber o que fazer.
Simplesmente existo porque tenho de existir.

Pode existir amor num ser como eu?

Passo os dias a balançar entre o lado bom e mau da minha existência, nao existe equilíbrio, nunca existiu... e queria acabar com esta incerteza, quero ter onde me apoiar e que seja suficientemente forte para me segurar.

Mas nada, nada me ajuda a acabar com este “vai-e-vem”, nada... ninguém...
A minha vida é repleta de tristeza e está próxima da decadência, agora mais do que nunca.
A minha flor está mais fraca e débil, temo que nunca chegue a crescer.

Mesmo assim, com tudo de mau na minha existência, não tenho coragem para pôr fim à vida. Por mais mal que me sinta, é impossível eu o fazer, nem eu mesma sei exactamente porquê, talvez seja por ter medo da morte, talvez por achar que a vida é a coisa mais preciosa que temos (como não acredito em reencarnação), ou quiça eu não seja masoquista e queira viver para sofrer.

Será mesmo tudo mau na minha vida? Ou será que...

Nós só damos valor as coisas quando as perdemos

porque afinal eu tenho o básico da vida para sobreviver, posso é não lhe dar valor agora

Mas... tudo me baralha e me confunde.

Há muitos “mas” na minha vida e nada em concreto.

A ler: http://olhos-meus.blogspot.com/2008/11/existe-amor-aqui-parte-i.html

domingo, 2 de Novembro de 2008

Existe amor aqui (Parte I)


Sunshine from the gap of tree: http://www.youtube.com/watch?v=h6KFbESMSEg
“Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.”
Fernando Pessoa


Existe amor aqui... neste coração já habituado à escuridão.
É pequenino, sensível e frágil, como uma pequena planta; alimenta-se dos meus sonhos e esperanças (que, apesar de poucos, a vão matendo viva) e muito boa gente acha estranho que os tenha dentro de mim, e por vezes até eu mesma me pergunto como isso é possível, mas o facto é que tenho.Gosto de sonhar e de fantasiar... gosto de flores, de fadas, do céu azul, da luz, das estrelas... gosto de tudo o que seja o oposto da escuridão, não me tomem como uma criatura nocturna porque eu não o sou, eu também gosto de rir e de sorrir, e queria ter mais motivos para o fazer.Vivo, e gosto de viver, no mundo dos sonhos, mesmo sabendo que é traiçoeiro e irreal, é graças a ele que tenho esperança que a minha vida possa melhorar e que possa atingir a felicidade.

Felicidade, um sentimento agradável... um sentimento quente... um sentimento confortável... um sentimento puro. O ser humando vive em busca da felicidade

Por mais que a escuridão nos tome, a nossa busca por ela nunca cessa. Ninguém gosta de viver nas sombras (apesar de alguns dizerem que sim) porque é um mundo desmotivante e apesar de eu admirá-lo, não quero continuar nele. E para isso tenho de fazer com que a minha plantinha vá cresçendo aos poucos e poucos. Com força e dedicação ela vai tornar-se uma planta forte e rija que nem um grande vendaval consiga destruir. Mas eu preciso de ajuda, sozinha não o conseguirei fazer.

Deixem-me sonhar... eu não me importo de cair.

Ajudem-me a ter segurança em mim, com verdades e não mentiras!

Eu não tenho medo, porque sofrer faz parte da vida...

E no dia em que ela desabrochar, darei tudo o que tenho para a manter bonita, saudável, fresca e forte, e se o vento for mais forte que ela e a levar para longe de mim, chorarei... mas quando chegar a altura, plantarei outra nova, pois a semente estará sempre dentro de mim.

© My little Moon

quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Auto-reflexão: Eu e os outros

Existem muitas “eu, Filipa” (como indivíduo) por esse mundo fora, a Filipa que o meu próprio “eu” vê, a Filipa no coração dos país, a Filipa no coração da tia, a Filipa no coração dos vários familiares, a Filipa no coração do Ricardo, no coração da Elisabete, no coração do Bruno, dos restantes amigos, no coração dos vizinhos, no coração dos colegas, no coração dos professores, no coração de toda gente, em todos os corações há uma “Filipa - eu”. Todas elas são diferentes umas das outras, dependendo da personalidade do coração de cada um.

Eu, um ser humano física e organicamente normal, vivo à procura de individualidade, uma personalidade só minha… uma alma só minha. Esse é o meu desejo. Se realizado, precisarei de protecção, uma auto-protecção contra a sociedade pois ela não me (nos) permite ser diferente dos outros… pensar, agir de maneira diferente.

Amigos, pessoas com quem nos identificamos, que gostamos, que estimamos, que nos apoiam e suportam quando mais precisamos. Este é o verdadeiro significado de amizade. E pergunto-me como há muita gente que se considera meu amigo, como por exemplo: “Olá tudo bem? Não? Então o que se passa, podes contar comigo se precisares!”, supostamente uma pessoa sente-se feliz quando ouve/lê uma frase destas. Isto acontece-me com frequência, e o que me faz muita confusão é que todas essas palavras bonitas e simpáticas têm todas um objectivo: conveniência ou quiça “graxa”.

Vivo num mundo ao contrário, um mundo só meu... não sou igual nem parecida com os outros jovens da minha idade, não tenho os meus princípios, nem as mesmas motivações, nem o mesmo modo de divertimento, o que eles acham “fixe”, eu acho estupido, o que eles acham maçador eu acho “fixe”, claro que posso estar a generalizar mas de certo modo e quase sempre assim. Eu gosto de ser assim, e também gostava que os meus “amigos” gostassem e me aceitassem assim... mas não é isso que aconteçe.
Porquê? Porque me pressionam tanto? Porque tenho de gostar das mesmas coisas que eles? Porque sou obrigada a gostar de apanhar “altas mocas”, curtir com este e com aquele? Há alguma lei que diga isso? Não, então porque raio não me aceitam como eu sou? São meus amigos não são? Era suposto apoiarem e ajudarem-me, e não espezinhar! Mas é isso que fazem!
Não gosto de discotecas e nem tenho intenção de vir a gostar! Não me empurrem lá para dentro quando eu não o quero fazer.

Não gosto de bebidas alcoolicas!

Adoro anime! Faz mal?! Têm problemas por ser japonês e serem desenhos animados? Dá vontade de rir? Cá para mim eles é que dão vontade de rir.
Prefiro uma conversa sobre homessexualidade do que uma conversa sobre maquilhagem e moda... sou jarvada se calhar.

Só há uma coisa que eles dizem e têm razão, eu devia de sair mais! E concordo plenamente, devia de sair mais, ir a sítios que gosto, fazer coisas que gosto... com pessoas que gosto, não pessoas que me que querem obrigar a fazer aquilo que não quero e a ir onde não gosto.

Eu sou somente um gota de água que cai contra uma enorme e dura falésia


Aqueles que remam contra a maré têm certamente muitas dificuldades, é necessário um grande esforço e muita força de vontade. Muitos desistem, talvez por medo, por falta de forças e de motivações... só eles sabem.

Pergunto-me, valerá a pena todo este esforço?

P.S: E já agora, como é a Filipa no seu coração?

© My little Moon